Dá pra entender ??

E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.
- Tati B.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ele é assim:

"Um recheado de dubiedades que mexem comigo mais do que ventania que leva as flores para passear pelo céu. Ele é minha proteção mais segura e meu principal ponto fraco. 
Ele é meu motivo por gargalhadas de doer a barriga e por choros capazes de machucar até o âmago da minha alma. 
Ele é quem me leva a voar nas alturas. Mas, também, quem me deixa cair de lá sem paraquedas ou algo assim. Ele é quem me abre a porta do carro, mas que fecha todas as entradas para seu coração solitário.

Ele me diz palavras incríveis, baixinhas, sussurradas ao pé do meu ouvido. Mas, também, se cala quando anseio frases românticas. Ou – pior ainda – me diz grosserias desnecessárias em tons ríspidos. 

Ele é assim: uma brisa que me refresca e um furacão que me descontrola. É meu céu e meu inferno. É meu infinito com prazo de validade. 
Sua cama ora é uma nuvem deliciosa e confortável, ora é um abismo sem fim. Seus olhos são eternas crianças que me pedem um abraço, um beijo, um amor. 
Enquanto sua sobrancelha franzida e suas pernas hiperativas me ignoram carinhos insaciáveis.

Ele é quem me protege do frio com seus abraços calorosos. Mas, também, me faz ter calafrios intermináveis por desaparecer sem motivo algum. Ele é quem me dá os melhores beijos que já tive e quem deixa seu sabor delicioso em minha boca. 

Mas quando somes, me deixa o gosto amargo da saudade em meus lábios que se ressecam de luto por sua ausência. Ele é ele para mim e até o que não sabe o que é.

Ele... Ele é meu erro que tanto tentei olhar como acerto. É meu bicho arredio que quis domar. 

Ele é meu vestido mais lindo, porém com furos enormes. É minha melhor fantasia de carnaval e o mais assustador pierrot da saudade. 
Ele é minha droga que eu quis ver como cura, mas que só me elevava à sintomas insanos. É meu passado esquecido e meu presente arrastado. 
Ele é minha Disneylândia e eu: criança boba com medo de altura.”

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