“— Ei, volte aqui com minha blusa.
— Você vai precisar ser boa para correr. Vamos ver se consegue me alcançar.
— Vou contar até três para você voltar até aqui.
— Provavelmente irá perder seu tempo.
Ela finalmente resolve correr atrás dele.
— Sério que não vai me entregar o que pertence a mim?
Ele olhou no fundo dos olhos dela.
— Você está falando da blusa?
— Oras, do que mais poderia ser?
— Nada, é só que… — Desconcertado, ele perde o ritmo da fala.
— É só que?
— Nada mesmo, deixa para lá.
— Não deixo.
— Deixa.
— Para com isso, por favor.
— Isso…?
— Me confundir.
— Não era minha intenção.
— Mas fez.
— Desculpe-me.
— Não se desculpe.
— Perdão?
— Porque?
— Por te amar.
— E você ama?
— Amo.
— Quanto?
— Até o fim de nossas vidas.
— Não seria “Até que a morte nos separe”?
— Não, ela não vai separar.
— E vai me dizer o que quis dizer com “É da blusa que está falando”?
— Há algo mais que uma blusa aqui que é seu.
— E o que é?
— Meu coração.
— Hm… E o meu?
— O que tem ele?
— A quem pertence?
— Não sei, a quem?
— Ao seu.
— Ao meu?
— Ao seu eu.
— (risos) Eu morreria por você.
— Eu morreria sem você.”
— Você vai precisar ser boa para correr. Vamos ver se consegue me alcançar.
— Vou contar até três para você voltar até aqui.
— Provavelmente irá perder seu tempo.
Ela finalmente resolve correr atrás dele.
— Sério que não vai me entregar o que pertence a mim?
Ele olhou no fundo dos olhos dela.
— Você está falando da blusa?
— Oras, do que mais poderia ser?
— Nada, é só que… — Desconcertado, ele perde o ritmo da fala.
— É só que?
— Nada mesmo, deixa para lá.
— Não deixo.
— Deixa.
— Para com isso, por favor.
— Isso…?
— Me confundir.
— Não era minha intenção.
— Mas fez.
— Desculpe-me.
— Não se desculpe.
— Perdão?
— Porque?
— Por te amar.
— E você ama?
— Amo.
— Quanto?
— Até o fim de nossas vidas.
— Não seria “Até que a morte nos separe”?
— Não, ela não vai separar.
— E vai me dizer o que quis dizer com “É da blusa que está falando”?
— Há algo mais que uma blusa aqui que é seu.
— E o que é?
— Meu coração.
— Hm… E o meu?
— O que tem ele?
— A quem pertence?
— Não sei, a quem?
— Ao seu.
— Ao meu?
— Ao seu eu.
— (risos) Eu morreria por você.
— Eu morreria sem você.”

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